| Pensamento... |
"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Alberto Caeiro (Fernado Pessoa) Sou uma pessoa comum e muito determinada. Estou sempre em busca de conhecimentos. Acredito que nunca é tarde para descobrir novos horizontes. Sou professora de Língua Portuguesa e nas horas livres escrevo algumas linhas. Gosto muito de ler e procuro passar para meus alunos esse hábito. Tento deixar para os que me sucederão a eterna frase de Umberto Eco: " O texto é uma máquina preguiçosa que espera muita colaboração da parte do leitor". Moro em uma linda cidade, que além de ser a capital de Goiás é um lugar muito agradável de se viver.
- Ana Lídia
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela
é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
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Desenvolvido por
Ana Lídia Alves
É comum nos dias atuais vermos os jovens enveredarem-se por “leituras perigosas” e justificarem dizendo que estão entediados , cansados da rotina e os pais, como não têm tempo para verificar a leitura acreditam no velho jargão, deixam de lado e até incentivam determinadas leituras.
Com certeza o tédio esvai-se a partir do momento que sabemos o que estamos lendo, o significado que esta obra teve, tem e terá em nossa vida e na vida da humanidade, porque podemos ver com outros olhos a realidade que nos cerca.
E por mais simples que seja, essa leitura tem que fazer um diferença em nossa vida.
Assim em um momento em que é cada vez mais distante o relacionamento entre pais e filhos convém pensarmos e avaliarmos um pouco melhor até mesmo o que andamos por escrever e publicar nas páginas de Blogs e coisas semelhantes. È difícil, porém necessário, para que a boa formação que pretendemos dar aos nossos filhos não vá por “água a baixo”.
Mal tocam o papel e os dedos firmes, com destino certeiro vão construindo formas lexicais completas, às vezes cansadas. Na lógica e no cálculo trabalham com muito mais voracidade que o desejo do deserto pelo rio. Os leitos são construídos cada vez mais largos e densos.
Já cansadas e calejadas. Unhas carregadas por grossas cascas. Vaidade esquecida em longas horas com o grafite e papel, esquecidas, mas cheias de desejos.
No vai e vem do dia a dia, na escola, no ônibus, nas lojas, são comparadas às outras belas, lisas, brilhantes, macias e vaidosas.
Calos rijos causam transtorno, vergonha e às vezes esconde-se nos bolsos, na timidez.
O simples criar já não é mais causa de prazer e sim angústia, desespero.
Olham-se no espelho da alma e o que já produziram? Sulcos do tempo e calos explícitos contam sua própria história.
Os pés, que mal saíram do lugar, descansaram, vendo-as trabalhar, agora em sagaz velocidade caminham rumo ao porão, os mesmos, quase inúteis chutam a porta.
As mãos, “as mãos” puxam a corda. A guilhotina enferrujada cai. E da boca, que mal produziu algum som, ouve-se um grito.