Pensamento...

"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
     Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
     Mas porque a amo, e amo-a por isso,
     Porque quem ama nunca sabe o que ama
     Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
     Amar é a eterna inocência,
     E a única inocência não pensar... "

Alberto Caeiro (Fernado Pessoa)

Recanto das letras

Meus textos

Perfil

Sou uma pessoa comum e muito determinada. Estou sempre em busca de conhecimentos. Acredito que nunca é tarde para descobrir novos horizontes.

Sou professora de Língua Portuguesa e nas horas livres escrevo algumas linhas.

Gosto muito de ler e procuro passar para meus alunos esse hábito. Tento deixar para os que me sucederão a eterna frase de Umberto Eco: " O texto é uma máquina preguiçosa que espera muita colaboração da parte do leitor".

Moro em uma linda cidade, que além de ser a capital de Goiás é um lugar muito agradável de se viver.

Apóio

Divulge meus Retalhos!






Leio

- Ana Lídia
- Mariana Alves
- Língua Portuguesa
- Toca do lobo
- Paratexto
- Fernando Pessoa
- Gabriel G. Márquez
- José Saramago
- Camilo Pessanha
- José Régio
- Bernardo Guimarães
- Revista Agulha
- Caetano Veloso
- Machado de Assis
- Realismo





Histórico
21/01/2007 a 27/01/2007
14/01/2007 a 20/01/2007





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Créditos

Desenvolvido por
Ana Lídia Alves

Especialmente para Lena Leal
























A importância da leitura na formação de caráter.

Já dizem por aí há muito tempo que “ler  é  remédio contra o tédio”. Essa frase, que ao longo do tempo tornou-se jargão ousa em afirmar que a solução  para vazios existenciais seria a leitura e convém ter cautela e deve-se ressaltar que o próprio Freud também seria cauteloso ao avaliar  tal propósito da leitura, pois em alguns casos  poderia influenciar na formação do caráter  de um adolescente ou até mesmo adulto, com desvio de  personalidade.

            É comum nos dias atuais  vermos os jovens enveredarem-se por  “leituras perigosas” e justificarem dizendo que estão entediados , cansados da rotina e os pais, como não têm tempo para verificar a leitura  acreditam  no velho jargão, deixam de lado e até incentivam  determinadas leituras.

            Com certeza o tédio esvai-se  a partir  do momento que  sabemos o que estamos lendo, o significado que esta obra teve, tem  e terá  em nossa  vida e na vida da humanidade, porque podemos ver  com outros olhos  a realidade que nos cerca.

            E por mais  simples que seja, essa  leitura tem que  fazer um diferença em nossa vida.

            Assim  em um momento em que é cada vez mais  distante o relacionamento  entre pais e filhos convém pensarmos e avaliarmos um pouco melhor até mesmo o que andamos por escrever e publicar nas páginas de Blogs e  coisas semelhantes.  È difícil, porém necessário, para que a boa formação que pretendemos dar aos nossos filhos não vá por “água a baixo”.


Escrito por Lena Leal às 09h51 [ ] [ envie este texto ]
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As construtoras

 Lena Leal

Mal tocam o papel e os dedos firmes,  com destino certeiro vão construindo formas lexicais completas, às vezes cansadas. Na lógica e no cálculo trabalham com muito mais voracidade que o desejo do deserto pelo rio. Os leitos são construídos cada vez mais largos e densos.

Já cansadas e calejadas. Unhas carregadas por grossas cascas. Vaidade esquecida em longas horas com o grafite e papel, esquecidas, mas cheias de desejos.
No vai e vem do dia a dia, na escola, no ônibus, nas lojas, são comparadas às outras belas, lisas, brilhantes, macias e vaidosas.

Calos rijos causam transtorno, vergonha e às vezes esconde-se nos bolsos, na timidez.

O simples criar já não é mais causa de prazer e sim angústia, desespero.
Olham-se no espelho da alma e o que já produziram? Sulcos do tempo e calos explícitos contam sua própria história.

Os pés, que mal saíram do lugar, descansaram, vendo-as trabalhar, agora em sagaz velocidade caminham rumo ao porão, os mesmos, quase inúteis chutam a porta.

As mãos, “as mãos” puxam a corda. A guilhotina enferrujada cai. E da boca, que mal produziu algum som, ouve-se um grito.


Escrito por Lena Leal às 12h04 [ ] [ envie este texto ]
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